A GENTE ENCONTRA - QUE TAL ALGO NOVO? HEIN? HEIN?HEIN?


Somente os extremamente sábios e os extremamente estúpidos é que não mudam. - Confúcio
E não é que é verdade? Mudar é preciso. Transformar-se de tempos em tempos, fundamental. Afinal, a mudança faz parte do crescimento e da maturação de qualquer processo evolutivo. É por isso que o AGE - A GENTE ESCREVE mudou (tchan, tchan!) para AGE - A GENTE ENCONTRA. Uhruu!!



Se você é novo por aqui, em primeiro lugar, seja muito bem-vindo. Para os fieis seguidores nestes quase 10 anos, meus agradecimentos de coração. Dá trabalho fazer um blog que busca trazer conteúdo relevante como informação e entretenimento ao mesmo tempo. Mas também dá muito prazer descobrir que vale a pena levar até vocês artigos e matérias que causem alegria, risos, reflexão e conhecimento. Seguidores, seus lindos, continuem curtindo e compartilhando!!!


O AGE - A GENTE ENCONTRA está sendo modificado gradualmente e todas as suas 256 postagens atuais serão revistas, atualizadas se necessário e corrigidas. Teremos publicações traduzidas, mais conteúdo e novidades sobre livros, cinema, música, cultura pop e nerdices em geral. Um aviso superimportante:

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POR QUÊ NINGUÉM COMENTA?


Comentários são fundamentais para melhorar artigos e descobrir o que vocês, leitores, mais gostam. Drama de todo blogueiro, sugestões e comentários (educados de preferência, ouviram haters?) são sempre bem-vindos. Uma dica simples para deixar todo blogueiro feliz é a regra dos "3C´s": Curta, Comente, Compartilhe. Fácil, né? 

Por enquanto é isso, amiguinhos. Aguardem novos posts para breve, avisem a família, os amigos, o chefe, a empregada e o porteiro :)

A gente se encontra no AGE. Até a próxima!!!



 
 

DIA DOS NAMORADOS E O AMOR QUE NÃO SE ENXERGA (NA CRISE)


"O amor, esse sufoco,
agora a pouco era muito,
agora, apenas um sopro.
Ah, troço de louco,
corações trocando rosas
e socos"

Paulo Leminski

O Amor é uma presença constante aqui no AGE, pelo menos no sentido filosófico do termo porque Amor não se explica. Amar é uma necessidade tão biológica quanto o sexo (que é uma das expressões do Amor mas não o Amor em si) ou beber e comer. 

Porém, assim como qualquer outra compulsão, amar demais pode ser prejudicial, perigoso e até mortal para todos nós. E amar de menos, a própria morte em vida. Ainda pior do que estas duas opções, amar "mais ou menos" é o grande paradigma dos tempos modernos, onde a necessidade da "expressar e sentir tudo" (Ego Inflado, narcisismo) tornou-se uma prioridade. Com tanta gente "se amando" nas Redes Sociais e afins, ainda existe espaço para amar o outro?

E, afinal, o que você ama de verdade?


A frase, "O Amor é cego apareceu pela primeira vez na obra "The Merchant's Tale" de Geoffrey Chaucer, em 1405. Shakespeare repetiu o termo em diversas peças que escreveu e o sentido atual permanece o mesmo até hoje: quem ama, não enxerga: não enxerga os erros e os defeitos do seu "objeto de Amor" e nem os seus próprios. Novamente, este é um efeito biológico para garantir a reprodução da espécie.

Estar em "Estado de Amor" ou apaixonado, inibe certas áreas do cérebro para que a pessoa não freie sua busca pela reprodução. O termo "objeto de Amor" não é nada romântico e nem precisa ser porque a outra pessoa é vista mesmo como apenas um objeto para cumprir um mandato hormonal com base em critérios que vão da raça escolhida até o tamanho da pélvis nas mulheres ou o tamanho dos braços (desculpe se você pensou em outro membro) nos homens. Biologia não tem Cupido!

SEXO: A PROPAGANDA E PUBLICIDADE DO AMOR


Me cobrou um amor, que no momento eu só posso sentir por mim... Meu amor próprio, é tão grande que não cabe você! Caio Fernando Abreu
Amor vende. Sexo vende. De camisinhas até planos de saúde, Amor e Sexo se misturam nas intenções de compra e venda daquilo que é desejado para si mesmo ou para o outro. Uma pesquisa recente demonstrou que as pessoas estão comendo mais e transando menos. Stress, falta de grana e outros fatores sociais como cuidar dos filhos, problemas familiares, a falta de tempo, etc reduziram drasticamente o número de relações sexuais no mundo. Se encontrar o Amor que se idealiza (todo Amor é uma idealização de um modelo sonhado como perfeito) está difícil, encontrar o sexo está cada vez mais fácil

Tal facilidade transformou o Amor em um subproduto e elevou o Sexo a categoria de Dono do Pedaço. Amar é transar e vice-versa, principalmente entre os jovens, uma mentalidade que dificulta ainda mais a capacidade do Amor de ser visto e reconhecido pelo que ele realmente é: um projeto em eterno desenvolvimento. E como o sexo vende, tem muita gente comprando gato por lebre por aí. O Amor precisa de tempo, disciplina e cuidado. O sexo não. E dá-lhe brigas, separação e divórcios depois que cai a ficha. 

Tal como explicado pelo  sociólogo polonês Zygmunt Bauman em seus livros, o Amor e o Sexo agora são "líquidos", diluídos e solúveis. Eles não satisfazem totalmente e a pessoa volta para o "mercado" para buscar mais, assim como fazem quando falta comida ou bebida. Não admira o porquê de estarmos engordando tanto...



A famosa Pirâmide das Necessidades do psicólogo americano Abraham Maslow pode ajudar a entender a nossa perda de pertencimento com o passar dos anos. Maslow pesquisou o que fazia as pessoas se sentirem felizes e realizadas, enquanto os demais psicólogos focavam nas neuroses, fobias e complexos (como Freud, por exemplo). Chegar até o topo é um caminho que pede reflexão, um desafio que fica obscurecido quando estamos apaixonados e felizes. Isso não quer dizer que você precise se tornar um miserável e infeliz celibatário, calma lá. 

Apenas repare que o Sexo não faz parte da Pirâmide. O Amor, sim. A explicação é simples: o Amor é intangível, imaterial e não sólido mas pode ser duradouro. O Sexo é tangível, físico e material mas passa, sempre passa. É claro que isso seria uma propaganda horrível para o Dia dos Namorados, motéis, camisinhas ou qualquer outro produto que se queira vender.

Mídias Sociais e uma infinidade de aplicativos de relacionamento surgiram para "facilitar" o encontro com o Amor. Selfies e perfis sensuais com biografias supostamente perfeitas contam uma história de pura felicidade pessoal. Enquanto isso, na "vida real", milhares reclamam da solidão, da falta de companheirismo e da compatibilidade entre o que "se vende" e o que se entrega. Tem algo errado aí...

O AMOR QUE SE ENXERGA


Não tenho tempo pra mais nada, ser feliz me consome muito. - Clarice Lispector
Amor é um tema simples e complexo. Quem está em um relacionamento sabe disso e quem não está também. Amar é, ao mesmo tempo, pessoal e social porque amamos conforme a nossa época e momento no tempo. Não dá pra saber se Romeu se mataria com Julieta se tivessem uma conta no Facebook ou no Tinder. Em termos de Amor, nada pode ser definitivo porque, sem movimento e fluxo, o Amor simplesmente não existe.

A multiplicidade de escolhas e também de gêneros, torna o Amor algo praticamente impossível de ser escalado ou generalizado. O que temos é o comportamento social como seres humanos que nos leva ou afasta de uma direção. E as pesquisas disponíveis são como placas de trânsito que sinalizam o quanto estamos mais perto ou longe de "chegar lá" dentro da nossa autorrealização individual e com uma outra pessoa. E, pra ser sincero, nada além disso.

"Tem que gostar de mim como eu sou", "se não for do meu jeito, vaza" e outras frases ignorantes como estas, demonstram como estamos longe de entender o tempo e o dialogo que o Amor precisa. Tempo para entender que Amor também é conflito e busca (conjunta) por objetivos comuns, se eles podem existir quando o sexo e até o ciúme (sim, ele mesmo) acabam e por aí vai.


Já escrevi em outro artigo que paixão significa sofrimento voluntário. É uma entrega. Apaixonar-se é uma entrega, uma aventura misteriosa e desconhecida em direção ao autoconhecimento pelo conhecimento do outro. Para enxergar isso, talvez seja preciso sofrer um pouco, tirar aquela névoa de perfeição e felicidade arrebatadora que nos contagia no começo de qualquer relacionamento. Na verdade, o Amor só é cego se você quiser que ele seja. Uma dica pode ser querer menos e enxergar mais.

Que você, casado ou não, solteiro ou namorando possa tirar o melhor proveito das suas experiências amorosas, de todas elas. Se tudo passa (Amor, Felicidade, Juventude e a própria Vida), que a viagem seja a melhor possível, enquanto dure. Até a próxima!

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EM QUE MUNDO VOCÊ VIVE E A UTOPIA DA (DES)IGUALDADE


O filósofo é o homem de amanhã, aquele que recusa o ideal do dia, aquele que cultiva a utopia. - Friedrich Nietzsche

O primeiro aviso que posso dar sobre este artigo, é que o assunto é bem complicado e pede atenção extra. O segundo, é o desconforto possível que ele pode despertar e que eu espero que realmente aconteça com você, após a leitura.

O Principio da Igualdade ou Isonomia é um termo jurídico (veja o link). Em resumo, ele estabelece que  "todos são iguais perante a lei", ou seja, todo e cada ser humano deve ser tratado e julgado da mesma forma, independente de sua origem, condição financeira, cor, credo, etc. É também um dos pilares da Democracia e do projeto democrático para que uma sociedade permaneça civilizada e mantenha sua estrutura e ordem. A igualdade representaria a nossa garantia de tratamento digno, transformador, evolutivo.

A Isonomia seria então, uma ausência do julgamento prévio por preconceitos de classe social, moral ou ético, não havendo distinção (perante a Lei) entre eu, você, o Presidente ou um empresário, etc. Somos todos iguais. Legal, né?

Só que não.

A DESIGUALDADE DOS IGUAIS 


Ninguém é igual a ninguém. Todo o ser humano é um estranho ímpar. - Carlos Drummond de Andrade
O Principio da Igualdade, assim como toda boa ideia no começo, ganhou força muito além da esfera política e passou a fazer parte das religiões (com destaque para o Catolicismo e o Budismo), da Educação formal e de várias linhas de pensamento filosófico.

Fomos e somos educados para acreditar que é na igualdade entre os seres humanos que vamos encontrar a paz universal, o entendimento e a harmonia. Não demorou muito tempo para que essa Utopia desmoronasse ao se perceber que, na verdade, tratamos de forma igual apenas aqueles que são "semelhantes" e não exatamente iguais a nós.

Ao ignorar de forma demasiadamente ingênua as diferenças de formação individual, oportunidades de crescimento e estratificação social, a Isonomia matou a si mesma como proposta de um mundo melhor. E ainda gerou o efeito contrário: somos piores do que nos propusemos a ser. Complicou, né?


A ideia do "Deus único", da "sociedade igualitária", do "bem comum" e outras falácias (um raciocínio errado com aparência de verdadeiro) serve muito bem aos discursos de políticos e religiosos mas não se encaixa no mundo em que vivemos agora e em nenhum deles, anteriormente. Benito Mussolini, um dos pais do Fascismo, discursou certa vez que "Não se pode colocar todos no mesmo nível. A igualdade é antinatural e anti-histórica.". Hitler usou um  argumento semelhante para criação do Partido Nazista e já sabemos o que tudo isso gerou.

É preciso deixar bem claro que ambos estavam errados ao distorcer esse principio por motivos de poder e tirania. Mas, do ponto de vista filosófico, estavam muito próximos de uma verdade constrangedora: não somos iguais e precisamos aceitar isso para começar a evoluir novamente.

A IGUALDADE QUE SE COMPRA E VENDE

 
Legisladores ou revolucionários que prometem simultaneamente a igualdade e a liberdade são sonhadores ou charlatães. - Johann Goethe
Você conhece, praticamente de cor, todos os fatores que estabelecem a desigualdade: distinção de classes, preconceito racial, bullying, pobreza extrema, falta de recursos, extremismo religioso, machismo, feminismo, etc. E temos também a Meritocracia que, juntamente com a Isonomia, deveria proporcionar mais justiça social ao promover pessoas que se destacassem pelas suas aptidões e pelo seu esforço no trabalho ou em outras áreas da vida. Em resumo, outra tentativa frustrada de proporcionar igualdade. A gente adora se enganar, né?

E para aumentar a confusão, a propaganda e publicidade, o marketing e as mídias sociais difundem a ideia de que você é único, diferente, só você pode fazer, etc. Você é especial. Você é o cara. Você merece. Você é empoderada. Você é quem faz acontecer. O mundo é seu. Você é a mudança. Então, compre o cartão, roupa, carro, joia, maquiagem, aplicativo que são "feitos para você" porque você, e só você, é "diferente". Caraca, como a gente gosta da igualdade, não é mesmo?

ACABANDO COM A ILUSÃO DA IGUALDADE 


A democracia surgiu quando, devido ao fato de que todos são iguais em certo sentido, acreditou-se que todos fossem absolutamente iguais entre si. - Aristóteles
Mesmo que você seja um ativista dos Direitos Humanos, trabalhe em uma Ong, defenda uma ideologia política ou um praticante disciplinado da sua religião, acredito que os pontos principais desse artigo ficaram bem claros: igualdade e democracia são utopias e ferramentas para o desenvolvimento humano. São "possibilidades" e nada mais que isso. Desculpe te acordar do seu sonho, foi mal.

Lidar com realidades fundamentais como a hierarquia de classes ou os diversos preconceitos existentes, nunca é fácil. Vivemos um momento estranho. Somos estimulados a sermos diferentes e iguais ao mesmo tempo. Mas não é porque vivemos no mesmo período histórico que temos a mesma história. A ideia do "merecer" e de se "igualar" vai muito além de uma base biológica de existência. Igual, semelhante, diferente, estranho, extraordinário, transgênero nenhum destes termos define plenamente a sua individualidade.  

Um dos clichês mais básicos e rasos desse modelo de pensamento é que somos, todos, igualmente diferentes. É o tipo de argumento que acaba com qualquer analise mais profunda, o mesmo que dizer que cada um tem a sua opinião e direito a ela. Nestes termos, Hitler e Mussolini tinham suas próprias opiniões, assim como Buda e Gandhi ou Martin Luther King Jr e a Ku Klux Klan. Essa é uma atitude estúpida e reducionista, para dizer o mínimo.

Este não é um artigo para que você acabe se tornando um pessimista em um mundo condenado pelas desigualdades e luta de classes. Não é um artigo para desistir de valores como paz, amor, fraternidade. Ao abandonar a mentalidade infantil trazida pelos modelos falhos de igualdade e democracia, você pode ganhar uma liberdade totalmente diferente. Qual? A de usar a sua individualidade como uma ferramenta realista para transformação e mudanças que começam em você e não em um grupo ou categoria. 

Existe uma certa arrogância em remar contra a maré e o pensamento comum, sobre dizer "não" para um sistema preestabelecido de normas e regras. Você corre o perigo de se tornar um revoltado, excluído, marginalizado ou, usando um termo complexo, um terrorista. Nicolau Copérnico, Jesus Cristo, Buda, Steve Jobs, Bill Gates, Einstein e outros agentes importantes de mudança (para realizações positivas, que fique bem entendido) são exemplos de que você estaria em boa companhia na sua aventura.

Na utopia do mundo que queremos para nós e as futuras gerações, a pergunta que não cala é: afinal, em que mundo você vive? Vai descobrir e boa sorte! 


A igualdade é a escravatura. É por isso que amo a arte. Aí, pelo menos, tudo é liberdade neste mundo de ficções. - Gustave Flaubert
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ATLAS E SÍSIFO E O TRABALHO COMO SUSTENTO DO MUNDO


As coisas que importam mais nunca devem ficar à mercê das que importam menos. - Goethe

O mundo, me parece, tornou-se um lugar de prioridades. Tudo é prioritário e nada é secundário. Tudo importa e tudo deve ser feito, debatido, consumido e resolvido para, em seguida, partir para o próximo desafio da vida. Sendo a vida o próprio desafio, esta acabou ficando para trás, esquecida entre papéis com anotações dos diversos deveres que precisamos cumprir, calendários marcados de reuniões e lugares para ir, despachos e mais despachos de "coisas" que necessitam, sempre com urgência, da nossa atenção.

Esta é a Geração do "Somos o que Fazemos". E não fazer nada é sinal de falta de crescimento, utilidade e função social. Ou assim é o que parece. O conceito do Trabalhador Compulsivo ou Workaholic surgiu logo após a universalização da Internet e o estabelecimento dos negócios online ou à distância. E o Trabalhador Compulsivo tornou-se a estrela do chamado Capitalismo Selvagem, o ícone da prosperidade quase imediata. A chamada Geração Y ou Milleniuns, não teria "todo o tempo do mundo".

Nesta Nova Era para o comércio, o mercado precisava de pessoas ambiciosas a ponto de virarem a noite trabalhando, pularem a hora das refeições e sacrificar seus finais de semana com a família, na promessa de um gordo bônus e salários milionários. Funcionou durante um tempo e acabou. O que ficou mesmo foi a neurose social de precisar ficar demonstrando "serviço" como forma de provar o valor para si mesmo e para os outros. O tempo inteiro.

    
Explicar a necessidade de descanso mental e físico para as pessoas hoje em dia, é como tentar explicar para alguém que fazer dieta e tomar coca-diet com feijoada, não funciona. As respostas variam entre "se você não quer ser alguém na vida, o problema é seu", "Não sou rico e não tenho herança e, além do mais, gosto de trabalhar desse jeito". E a mais comum: "(ao contrário de você) Não tenho medo do trabalho e nem preguiça". 

Em resumo, se você não é um workaholic, é um vagabundo preguiçoso. Pior, essa é a mentalidade das empresas também.

Regras sociais são difíceis de quebrar. E quando estas regras são incorporadas no comportamento pessoal, um pré-conceito pode virar um valor negativo. Um valor negativo acontece quando uma qualidade vira um extremo. É o caso do trabalho em excesso, das dietas radicais, do controle parental nas crianças, das defesas radicais por qualquer direito e por aí vai.

A geração dos pais nascidos no final dos anos 40 até os 60 (Um baby boomer é uma pessoa nascida entre 1946 e 1964), sempre valorizou o trabalho como engrandecedor. O motivo deles (muito justo, inclusive) era a falta de recursos de um mundo pós-guerra e as dificuldades de se arrumar um emprego para sustentar a família.  

A dignidade estava sempre relacionada ao trabalho e sustento da família. Os nascidos nos anos 60 e 70 (Geração X), cresceram ouvindo histórias de sacrifício pessoal de seus pais para fornecer educação, moradia e alimento. E como eles deveriam seguir esta mesma fórmula para o "sucesso".

PARA O ALTO E AVANTE...SÓ QUE NÃO


Cada geração se imagina mais inteligente do que a anterior, e mais esperta do que a que virá depois dela. - George Orwell
Responsabilidade, deveres e uma boa parcela de culpa por não atingir este ideal, marcaram a Geração X para sempre. Replicando a mentalidade de nossos pais, perdemos a nossa própria ideia de como gostaríamos de tocar nossas vidas e o que fazer com o tempo ocioso, "luxo" que nossos pais não tinham. 

A Geração X também já foi chamada de "Geração Perdida" por sua falta de definição entre seguir o mesmo caminho dos pais ou reinventar seu próprio estilo de vida. Acabaram não fazendo nem uma coisa, nem outra.

Mas...e daí?

Existem um senso comum de que as coisas, sejam elas boas ou ruins, acabam se resolvendo sozinhas e a vida segue em frente. O brasileiro, com seu "jeitinho", acredita sempre que pode dar a volta por cima. Isso pode até ser verdade como povo mas, individualmente, a história é diferente.]

Em 2016, os jovens entre 18 e 26 anos bateram o recorde de desemprego no país, marcando a primeira grande crise dessa geração. Na mesma onda, os quase cinquentões da geração X estão sendo mandados embora, realocados ou sem perspectiva de um futuro seguro e rentável.

A casa caiu. E para duas gerações de uma vez. E agora, José?

O NADA COM SENTIDO E PROPÓSITO


Sua tarefa é descobrir o seu trabalho e, então, com todo o coração, dedicar-se a ele. - Buda
Sísifo, é personagem da mitologia grega, condenado a repetir sempre a mesma tarefa de empurrar uma pedra até o topo de uma montanha, sendo que, toda vez que estava quase alcançando o topo, a pedra rolava novamente montanha abaixo até o ponto de partida por meio de uma força irresistível, invalidando completamente o duro esforço despendido (Wikipédia).

Atlas, também chamado Atlante, na mitologia grega, é um dos titãs condenado por Zeus a sustentar o mundo para sempre. (também Wikipédia). 

Repare que ambos foram condenados a repetir, eternamente, a mesma tarefa sem que houvesse qualquer motivo final para isso. E, sejamos honestos, você só trabalha porque precisa de dinheiro e sustento. Para sustentar o seu mundo (Atlas), você precisa repetir, todos os dias, a mesma coisa (Sísifo). E depois de uns 80 ou 90 anos, você morre e alguém vai continuar o mesmo trabalho por você. Seria este o Sentido da Vida?

Sentido e propósito são palavras que se confundem no senso comum. Na filosofia, Sentido é o que se sente. E o que se sente é o caminho que deve ser seguido para se alcançar o que é preciso. Neste caso, Sentido é direção. E o coração é a bússola.

Por outro lado, propósito é aquilo que se deseja alcançar, é a meta e também algo mais profundo chamado desígnio, palavra originada do Latim DESIGNIUM,  “destaque, marca”, de DE-, “fora”, mais SIGNUM, “marca, sinal”. Ela se refere a “esboço,  projeto, vontade”. E a mente é a bússola.

A distinção é importante para que você entenda as diferenças entre sentido e propósito. Principalmente se estiver desempregado ou "disponível para o mercado", como dizem.

AS PEQUENAS COISAS (QUE IMPORTAM)


Seja fiel nas pequenas coisas porque é nelas que mora a sua força. - Madre Teresa de Calcutá
Primeiro, tenha calma. Seja qual for a sua idade, existe sentido e desígnio para você. Atlas não tinha a escolha de largar o mundo que segurava. Você tem, mesmo que acredite que não. Sísifo não podia deixar de rolar a pedra acima mas você pode deixar rolar abaixo. Sim, você pode. Tudo depende do que você é capaz de deixar para trás para poder seguir em frente (tema para um próximo artigo. aliás).

A fome não é "romântica". A pobreza e o desemprego, também não. Dependemos do Mundo mas não de "um mundo". Você pode descobrir, por exemplo, que um hobby pode se tornar uma profissão. Ou que consegue viver sem algumas regalias com as quais estava acostumado. Você pode encontrar um novo sentido (direção) ao contemplar os recursos que ainda tem. Não existe uma fórmula. Mas se existe um propósito, existe uma saída. Foco nas pequenas coisas, ok?

Sorte, saúde e prosperidade na sua jornada e até a próxima!

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