A GENTE ENCONTRA - QUE TAL ALGO NOVO? HEIN? HEIN?HEIN?


Somente os extremamente sábios e os extremamente estúpidos é que não mudam. - Confúcio
E não é que é verdade? Mudar é preciso. Transformar-se de tempos em tempos, fundamental. Afinal, a mudança faz parte do crescimento e da maturação de qualquer processo evolutivo. É por isso que o AGE - A GENTE ESCREVE mudou (tchan, tchan!) para AGE - A GENTE ENCONTRA. Uhruu!!



Se você é novo por aqui, em primeiro lugar, seja muito bem-vindo. Para os fieis seguidores nestes quase 10 anos, meus agradecimentos de coração. Dá trabalho fazer um blog que busca trazer conteúdo relevante como informação e entretenimento ao mesmo tempo. Mas também dá muito prazer descobrir que vale a pena levar até vocês artigos e matérias que causem alegria, risos, reflexão e conhecimento. Seguidores, seus lindos, continuem curtindo e compartilhando!!!


O AGE - A GENTE ENCONTRA está sendo modificado gradualmente e todas as suas 256 postagens atuais serão revistas, atualizadas se necessário e corrigidas. Teremos publicações traduzidas, mais conteúdo e novidades sobre livros, cinema, música, cultura pop e nerdices em geral. Um aviso superimportante:

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POR QUÊ NINGUÉM COMENTA?


Comentários são fundamentais para melhorar artigos e descobrir o que vocês, leitores, mais gostam. Drama de todo blogueiro, sugestões e comentários (educados de preferência, ouviram haters?) são sempre bem-vindos. Uma dica simples para deixar todo blogueiro feliz é a regra dos "3C´s": Curta, Comente, Compartilhe. Fácil, né? 

Por enquanto é isso, amiguinhos. Aguardem novos posts para breve, avisem a família, os amigos, o chefe, a empregada e o porteiro :)

A gente se encontra no AGE. Até a próxima!!!



 
 

SW@RMING - O INDIVÍDUO NA ERA DO COLETIVO-ENXAME.


Uma multidão é um mostro sem cabeça" - Charles Chaplin
A proposta do AGE - A GENTE ENCONTRA sempre foi a de fornecer artigos atemporais, aqueles que podem ser lidos hoje ou daqui a 10 anos, referências legais de livros, filmes e outros assuntos que mantenham um centro referencial e sempre atual de conhecimentos dentro do universo cultural de cada um. A ideia é que, mesmo que não seja novo, o assunto deve sempre ser relevante.

Para que isso permaneça, escolhi um termo relativamente desconhecido para escrever sobre os processos coletivos que podem levar as transformações e mudanças sociais, pessoais e, com certeza, históricas de um povo, assim como ocorre na Natureza. E o momento atual nos apresenta uma série enorme de transformações e mudanças, sentimentos profundos de desorientação e conflitos que podem ser melhor entendidos sob um prisma mais saudável ou, com sorte, mais sensato.

INDO PARA LUGAR NENHUM


Ao olharmos para a História, torna-se claro que o comportamento humano é muito mais fácil de prever do que o tempo." - Michael Levine
Swarming é um comportamento coletivo exibido por animais de tamanho similar que se agregam e se movem em conjunto por diferentes motivos como o processo migratório, ataque coordenado ou reprodução em massa. O termo é aplicado especialmente aos insetos (abelhas e formigas, gafanhotos) mas também pode ser aplicado a qualquer outro animal que apresenta um comportamento de enxame (como pássaros, morcegos e salmões). 

Em termos mais contemporâneos, os swarmings (movimentos ou deslocamentos em massa) podem ser representados pelas redes sociais, redes neurais e grandes movimentos coletivos como jogos de futebol, shows de música, cultos religiosos, flashmobs e passeatas. E também, de certa forma, pelos processos imigratórios ou mudanças na economia, política e pensamento social comum.

UNIDOS EM DIREÇÃO AO NADA


Palavra puxa palavra, uma ideia traz outra, e assim se faz um livro, um governo, ou uma revolução. Alguns dizem que assim é que a natureza compôs as suas espécies. - Machado de Assis
Existem diferentes intenções pelos quais, tanto os seres humanos quanto os animais, se agitam, se revolucionam. O principal deles é a sobrevivência. Não a sobrevivência do indivíduo mas da espécie. A luta do swarming não é pelo sujeito, é pelo coletivo. Nos irracionais, isso é chamado de instinto coletivo. Nos racionais, de inconsciente coletivo (Jung) ou consciência coletiva (Durkheim). E temos, ainda, o interessante comportamento de manada onde "indivíduos em grupo reagem todos da mesma forma, embora não exista direção planejada."


O comportamento de manada é mesmo tão interessante quanto perigoso: sem direcionamento nenhum ou levado por uma liderança cega, pode ocasionar a histeria em massa (quando um grupo de pessoas acredita que sofre de uma doença ou padecimento semelhante - Wikipédia) e até mesmo ao suicídio coletivo. Poderia se argumentar que existe alguma lógica  no processo mas a base para estas reações, normalmente, é o medo.

UNIDOS, MATAREMOS?


A histeria coletiva pode se espalhar quando existe um medo de exposição a uma doença, associado a um ambiente estressante e fechado. - Como Funciona
Podemos trocar a palavra doença por outra que faz muita mais sentido nos tempos modernos e para comunicação: o viral. Os pássaros precisam do vento, os morcegos de um radar e nós das redes sociais. Já falei sobre viral por aqui (olha aqui) e não preciso ilustrar muito o que uma boa ideia ou um grande sentimento de frustração podem fazer nas nossas células-espelho e córtex pré-frontal.

Não cabe aqui ficar estendendo as questões e "gatilhos" que levam ao comportamento radical de massa, suas motivações políticas ou ideológicas. O swarming é um fenômeno da natureza humana e animal que pode clarear muito as suas ideias, antes de se precipitar ou ser arrebanhado por um grupo viral de pensamento. Consciência vem antes de Revolução até mesmo no dicionário.

Todo processo de transformação, vem da necessidade de evolução, do esgotamento de um modelo que era considerado o ideal mas que se apresenta gasto e falho pela passagem do tempo e das mudanças constantes do que consideramos essencial e necessário. Isso pode acontecer com uma pessoa, um casamento, um país, uma sociedade inteira. Costuma ser um período tenso, cheio de dúvidas e apreensões das mais variadas. Mas passa. Passa porque o ser humano é adaptativo e encontra novas respostas e maneiras criativas de se recolocar no seu universo. E, de preferência, sem destrui-lo totalmente.

SIGAM-ME OS BONS 


A educação de um povo pode ser julgada, antes de mais nada, pelo comportamento que ele mostra na rua. Onde encontrares falta de educação nas ruas, encontrarás o mesmo nas casas. - Edmundo De Amicis

Por ironia, as abelhas estão em risco de extinção e nos encontramos, cada vez mais, separados por grupos de nichos. Crescem os condomínios de luxo e até os populares que prometem uma vida feliz e segura...lá dentro. Parecem com grandes "quartos do pânico", verdadeiros bunkers com comida e lazer para que não seja preciso lembrar que, como sociedade, existe um grande trabalho a ser feito e uma responsabilidade coletiva e pessoal  para ser realizada do lado de fora.

Não suportamos mais a opinião contrária, o debate inteligente, a possibilidade de um outro ponto de vista. Também não confiamos mais em ninguém ou, pelo menos, aquele que não está no grupo que escolhemos. Estamos forjando (nos dois sentidos) uma sociedade que se satisfaz em assistir programas de celebridades e culinária, curtir ou odiar fofocas, postar e jogar games no celular. Não me parece uma boa definição de "evolução", não é?

Por essência, todo movimento de manada é estúpido, caótico e desorganizado. A História está carregada de bons e maus exemplos de swarming (como você pode conferir nos vídeos abaixo). Basta lembrar que para os animais, o motivo é sempre justificado pela sobrevivência da espécie e a fuga da extinção. E para nós, humanos, qual seria o motivo principal? Pense nisso e te encontro na próxima onda. Até breve!

Obs.: artigo de 2013, atualizado



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CULTURA DO MEDO E A SOCIEDADE DA TRAGÉDIA ANUNCIADA


O medo é o pai da moralidade. - Friedrich Nietzsche

 Lá nos anos 80, lembro da minha avó falando sobre como os comunistas iriam tirar nossas casas e bens, caso certo partido fosse o vencedor das eleições. Lembro também das histórias sobre o "homem do saco" que pegava as crianças que ficavam tarde na rua e a "loira do banheiro" que aparecia, apenas, para as crianças que não obedeciam os seus pais. Pelo que parece, infligir o medo sempre foi uma ferramenta útil para controlar os impulsos de filhos e das pessoas em geral.

É no medo que reside aquela insegurança particular, só sua, que alimentas as incertezas sobre o futuro, a vida e os relacionamentos em geral. É no medo que está aquela sensação de que algo vai ser tirado de você e que nada pode ser feito a respeito. O que talvez você não saiba, é que o medo é um mentiroso.


A grande estratégia do medo é garantir que você não tenha acesso ao que sabe fazer. Ao questionar suas habilidades adquiridas e duvidar do que aprendeu, você vacila. Na biologia, esse vacilo é positivo: o medo é uma ferramenta poderosa para avaliar a segurança do ambiente e possíveis predadores. Mas na vida moderna e urbana das grandes cidades, o perigo não é um grande leão da montanha ou um incêndio na floresta. Na sociedade contemporânea, o medo não vem somente da Natureza. Ele é fabricado diariamente nos meios de comunicação. 

Fica difícil se lembrar qual era a programação de uns 10 anos atrás na tevê aberta. Qualquer sociedade sempre teve que conviver com crimes e violência, doenças e acidentes mas tudo isso era particionado, mostrado em doses breves nos jornais e noticiários. Isso, antes do medo virar um produto. Agora o medo vende, desde de séries sobre Zombies até seguros para carros e casas. O medo é um ótimo negócio e sempre foi. Diferente das opções naturais que o medo proporciona (enfrentar a ameaça ou fugir), escolhemos acreditar no medo e não fazer nada a respeito.


Nos dias atuais, o medo tem sido usado para inflamar questões políticas importantes, confundir os pensamentos e reduzir as respostas. É preciso lembrar que a Cultura do Medo não lida com fatos (fatos fazem parte do pensamento racional) mas com as emoções mais primitivas que possuímos. Medo de perder um ente querido? Faça agora o seguro tal. Medo de não ter dinheiro para pagar as contas? Faça esse empréstimo e viva tranquilo. Medo que tirem tudo que você tem? Entre no nosso partido e nós protegemos você. 

Na Cultura do Medo, o controle do que você pensa é muito importante. Na verdade, a questão é controlar para que você não pense. É apertar aqueles botões certos que podem transformar um simples ato de comprar pão em uma questão social radical, um problema a ser resolvido. Medo é a "Fake News" que vira fato e verdade, dentro de você.

O medo é mentiroso mas muito inteligente. Ele vai pegar o que você mais ama ou admira e sugerir que isso vai ser tirado de você ou destruído para sempre. Nosso ego e orgulho pessoal tendem a lutar pela sobrevivência e sem que você perceba, estará fazendo o que não quer, achando que é exatamente disso que precisa. Afinal, fica difícil pensar quando se assiste 6 horas de violência na tevê, todos os dias. Infelizmente, não basta desligar a televisão. É preciso ligar o cérebro também. E deixar o coitado sair da caixa pra tomar um sol de novas ideias e valores. Só pra variar.


Pensar por si mesmo pode até ser considerado um ato de violência atualmente. E pensar no quê? Na informação que recebemos das redes sociais, das pessoas e dos sistemas de comunicação em geral. O medo nasce sempre da falta de informação, do entendimento superficial sobre qualquer assunto. Confirme as fontes antes de sair compartilhando um novo vírus, pessoa desaparecida, correntes para doação ou "depoimentos"que postaram no seu face. Assistir dois ou três jornais e sites diferentes para ver como a mesma notícia é transmitida pode ser uma boa opção. 

O Brasil tem 13 milhões de analfabetos, sendo que 60% dos analfabetos funcionais estão trabalhando. Um analfabeto funcional é aquele que consegue até fazer contas e trabalho braçal mas não consegue interpretar um texto. Mas pode ter certeza que ele consegue compartilhar tudo que cai na rede social dele. Sem critério ou avaliação. Eles não são o problema. O problema é quem possui inteligência e não usa.


Você não nasceu com um partido, time de futebol ou religião. Isso foi oferecido ou proposto a você e sempre deve passar por uma reavaliação de tempos em tempos. A violência vem da não aceitação e o medo adora uma intolerância. Toda reflexão (ato de pensar antes da ação) precisa de tempo e tempo é algo que todo mundo reclama que não tem. Porém, as pessoas passam horas na fila do show do seu ídolo ou dias em uma passeata, jogando um game no celular ou nos grupos do Zap Zap. É aquele famoso dilema entre o prazer e o dever. E pensar com clareza é um dever obrigatório para entender o mundo em que vivemos. 

Assistir um filme adaptado das obras de Shakespeare não é o mesmo que ler Shakespeare. Para entender qualquer assunto, além da superficialidade rápida das redes sociais, é preciso um pouco mais de esforço e dedicação da nossa parte. É hora de dar corda no cérebro. E rápido!


A verdadeira medida de um homem não se vê na forma como se comporta em momentos de conforto e conveniência, mas em como se mantém em tempos de controvérsia e desafio. - Martin Luther King

Neste momento, vivemos o que os americanos chamam de "tempestade perfeita", uma série de eventos que se somam tragicamente. O inverso do medo não é a coragem, é a estratégia. Ninguém pula no fogo achando que não vai se queimar. Mais do que escutar, precisamos aprender a ouvir e até mesmo a calar os impulsos que transformam o medo em pura violência e a liberdade em libertinagem.

Conquistas como a democracia e o patriotismo, não deveriam ser tratadas como um produto para manipulação de massa ou poder político/religioso/comercial. Não deveriam mas são. E também somos responsáveis por isso.

Em uma sociedade da tragédia anunciada, estamos todos no mesmo barco. Podemos mudar? Podemos evoluir? Podemos transformar o mundo em um lugar de respeito pela opinião do outro e trabalhar a pluralidade sem pular no pescoço de quem discorda da nossa opinião? 

O que você realmente sabe sobre racismo, empoderamento, gestões de gênero, feminismo, política, religião e cultura em geral que vai além do famoso "achismo"? O que realmente sabemos, afinal? 

Não deixe o medo responder estas e outras perguntas realmente importantes por você. Temos eleições pela frente. Será o medo, o grande vencedor que irá reinar? Boa sorte e até a próxima!

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PONTO DE RESTAURAÇÃO E OS BOOTS DA VIDA NO REAL


O BUG força o programa a se adaptar, envolve-se em algo novo por causa disso. Funciona ao redor e dentro. Não importa o que aconteça ele muda, ele se torna algo novo. - Mr. Robot
Fiquei um tempo sem escrever porque, como dizem, meu computador "deu pau" e parou de funcionar. Foram duas semanas e meia de tentativa e erro, muita pesquisa e a intenção férrea de consertá-lo sozinho (aliada a realidade de que não tenho grana pra um notebook novo, etc). Tela preta com códigos que eu não entendia, tela azul com erro, diversas limpezas de disco e reinicialização (boot) da minha "janela" para o Mundo. E meu Ponto de Restauração, um recurso do Windows que tem a pretensão de voltar ao que era antes do erro, não funcionava. 

Uma raiva injustificada pela máquina e seus programas me ajudou a entender que, assim como no mundo real, as falhas eram minhas. Eu estava culpando Bill Gates pelos meus próprios erros, pela minha necessidade de testar os limites de um universo programado para ser o que era e se comportar sempre daquela maneira. Eu tentei transformar um sistema ordenado. E ele me respondeu com caos e desordem. 

O SER FRAGMENTADO E DESFRAGMENTADO


Infelizmente somos todos humanos. - Mr. Robot
A necessidade, muito humana, de preencher um vazio é a mesma que levou o homem até a Lua mas, também, até o abismo. Somos impulsionados pela curiosidade de experimentar o novo, de desafiar o desconhecido e seguir paixões e sonhos que podem parecer absurdos e impossíveis em um certo momento. Temos medo de nos tornarmos irrelevantes, o zero à esquerda da equação. Todo mundo que ser um. Ninguém quer ser zero. Sempre apressados, esquecemos de proteger nosso núcleo central e vamos deixando mais espaços vazios do que ocupados. Em outras palavras, fazemos o inverso do que nos propomos a fazer. E nos fragmentamos em pensamentos incompletos e ações precipitadas, nossos erros críticos.

Um fragmento é a parte de um todo ou algo que representa  e identifica essa parte (se for reconhecível). É uma pena de pássaro, o dedo indicador, uma assinatura genética. O problema ocorre quando não conseguimos mais reconhecer o todo por suas partes separadas ou quando o EU não reconhece a SI-MESMO. Seja por fatores externos (como um vírus) ou pela própria fragmentação interna do que nos representa, chega uma hora em que é preciso separar o que é espaço vazio e o que precisa ser reunido para organizar novamente o sistema. A vida pede desfragmentação. Sempre.

É fácil reconhecer uma pessoa fragmentada. Ela perdeu sua trilha de código, seu próximo comando de execução, travou no caminho. Dentro dela, existem mais espaços vazios do que preenchidos, o banco de dados não funciona e ela não consegue acessar as funções mais simples. Na minha experiência de 20 anos com pessoas em estado de pobreza e perdas emocionais, o que mais se apresenta é uma tentativa desesperada de resgatar aquele momento seguro que ficou em algum lugar do passado, seu Ponto de Restauração

Mas será que ele está lá?

O CTRL+ALT+DEL DA VIDA 


Mudamos o mundo todos os dias. Mas para mudar o mundo de um jeito significativo leva muito mais tempo do que as pessoas têm. Nunca acontece ao mesmo tempo. É devagar. É metódico. É exaustivo. Nem todos temos o estômago para isso. - Mr. Robot
Você conhece o termo restaurar. Ele costuma estar associado aos museus com suas pinturas e esculturas antigas, pessoas com lupas e pinceis, óculos enormes e luvas de proteção para não estragar ainda mais a obra que foi atacada pelo tempo. É isso que um Ponto de Restauração pede: Tempo. Tempo para trabalhar sobre uma base desgastada e ferida, sobre uma ferida do tempo. Porém, na vida moderna, tempo é a única coisa que não queremos ou podemos oferecer para que o sistema volte a funcionar. Aparentemente, não temos tempo para o Tempo.

Quando tudo é importante, nada realmente importa. Trabalho, estudos, relacionamentos, grana, falta de grana, mais relacionamentos, amigos, família, sexo, diversão, qual é a prioridade para se viver de forma ordenada? A base de todo sistema é a ordem, o que deve vir primeiro. Converso com pessoas que possuem "primeiros", algo novo e inventado por elas para justificar uma vida que deseja tudo ao mesmo tempo, agora. Essa é, basicamente, a fórmula do Caos. Caos e Ordem são forças simples: no Caos, tudo está em movimento contínuo e sem posição determinada. Na Ordem, tudo tem o seu lugar. Não é realmente difícil de entender, né?

Supondo que a vida é Caos, nossa responsabilidade é estabelecer a Ordem em nós, colocar cada linha de código em seu lugar. Listas de tarefas como limpar a casa e colocar o lixo pra fora, pagar a conta de luz e não esquecer o aniversário do amigo são linhas de código para Ordem. Stress, depressão, raiva, ironia e arrogância são linhas de código para o Caos. 

Quem costuma apertar o CTRL+ALT+DEL na vida (que no Brasil é conhecido como f#d@-$e!) como uma solução rápida para qualquer desconforto, está muito longe do seu Ponto de Restauração e, provavelmente, mais perto de uma perda total do sistema. Hora de dar um boot nisso.

A TELA AZUL DA MORTE E O RECOMEÇO


Nós destruímos partes nossas todos os dias. Nós editamos nossas verrugas, modificamos as partes que as pessoas odeiam. O futuro nunca foi tão incerto. E usam isso para nos amedrontar e nos manter na linha. Nos dizem que não podemos fazer nada. O mundo inteiro é só um grande boato. Assediado uns aos outros com comentários imbecis disfarçados de opiniões, e as mídias sociais que fingem promover intimidade. Todos vivemos nas paranoias uns dos outros. Controle é tão real quanto um unicórnio perneta mijando no fim de um arco-íris duplo. - Mr. Robot
Eu consertei meu computador. Ou quase. Descobri que o HD está com um defeito físico e precisa ser trocado. Eu posso trocar o HD ou correr o risco de perder tudo que está armazenado agora e daqui em diante. Um Ponto de Restauração começa com uma escolha: "Você deseja voltar ao ponto anterior? Todos os seus arquivos serão perdidos. Clique em sim ou não para continuar"

Perder é a palavra-chave. Para que a restauração aconteça, precisamos perder. Pode ser um trabalho, um amigo, um amor, um parente falecido. Perder começa com o Caos mas precisa se tornar uma escolha para que o sistema retorne a sua Ordem. Vivemos em tempos onde a perda é sinônimo de fracasso e  a busca do sucesso em tudo, uma prioridade. Esse é um erro fatal que se repete com regularidade, infelizmente.

Para um sistema tão grande quanto a vida, perder pode ser o primeiro passo para limpar o nosso HD interno e restaurar o que é mais importante para "rodar" novamente. Se você não der o tempo necessário para restauração, se não entender que é preciso juntar os fragmentos espalhados durante anos de vida corrida, o mais provável é que tudo entre em colapso. Ou, como é conhecido em informática, A Tela Azul da Morte. Melhor formatar logo, né?

Um Ponto de Restauração é algo que deve ser feito logo após a instalação do sistema. É um lugar seguro que preserva e contém o que é mais importante para que a ordem seja restabelecida. Espero que todas essas analogias seja úteis para que você retorne ou crie o seu, agora mesmo. Emprego novo? Crie já um Ponto de Restauração que mostre o seu melhor. Relacionamento começando? Delete todos os anteriores para escrever novas linhas de código que traduzam com perfeição as suas emoções. E por aí vai.

E lembre-se: somos imperfeitos por Natureza, essa é a melhor parte. Até o próximo artigo!

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