NATUREZA SELVAGEM - A INGENUIDADE HUMANA DIANTE DO INSTINTO ANIMAL.

terça-feira, janeiro 17, 2012 Marcos H. de Oliveira 0 Comments


Um grande movimento se levanta nas Redes Sociais: a defesa pelos Direitos dos Animais. Assunto polêmico e quase tão antigo quanto a Humanidade (leia o ótimo artigo da Wikipédia), onçinhas pintadas e coelhinhos peludos, cães e gatos, macacos e foquinhas são o foco dos jovens e da terceira idade. É quase como uma "segunda onda" do movimento hippie dos anos 60/70, ponto inicial deste tipo de manifestação. Minha pergunta é "Qualé, bicho?" 

O "Neo-Hippie" trocou os cartazes pichados e os piquetes na frente dos laboratórios por incômodas postagens diárias de "torturas animais", principalmente no Facebook. Organizações como a PETA e o Greenpeace radicalizam em atos de gosto duvidoso, apelando para um erotismo disfarçado em manifestação humanitária. Nem é preciso ser um especialista para dizer que o marketing está errado.

Pense comigo: modelos nuas contra o uso de peles animais (PETA), libertação de animais de laboratório (Greenpeace) e as mensagens postadas em redes como o Facebook, perdidas entre piadas, bebês fofinhos, vídeos musicais e fofocas. Alguém ainda acredita que isso funciona? Qualé, bicho? 

Pesquisa revela que os defensores da causa ambiental são mais egoístas e se sentem superiores. - Revista Isto É, 2009 

Outra questão relevante é a ingenuidade. Forçados por um mundo separatista de "certo ou errado", somos cada vez mais influenciados pela atitude de massa. A voz cibernética do povo é a voz de Deus. Vale lembrar que a histeria também pode ser coletiva. Dotados de um emocionalismo exagerado, os Neo-Hippies não percebem sua própria natureza extremista. É a natureza humana que esquece as diferenças entre as espécies para preservar, em último caso, a si mesma.

Desta forma, humanos solitários compram filhotes de jacarés, leãozinhos e aves raras com o espírito altruísta de proteção. Vários morrem ou são abandonados em condições lamentáveis. Ao mesmo tempo, o setor imobiliário invade florestas e desequilibra o habitat de ursos nos Estados Unidos, topeiras no Reino Unido e Cangurus na Austrália. Relatos de animais sendo abatidos por terem atacado seres humanos crescem em todo mundo. Novamente, a pergunta: Qualé, Bicho? 

"Eu me tornei um ambientalista sensato; Greenpeace se tornou cada vez mais absurda, uma vez que aprovou uma agenda que é anti-ciência, anti-desenvolvimento, e absolutamente anti-humano. O Greenpeace tornou-se uma facção esquerdista, antiglobalização e anticapitalismo." - Patrick Moore, ex-membro fundador do Greenpeace

O que a maioria não se dá conta é que, ao buscar a "humanização animal", esquecemos da nossa própria selvageria. Nossos instintos naturais são anestesiados pela docilidade daquele "olhar Gato-de-botas" ou de um cão cheio de truques. Maternais e protetores, baixamos nossa guarda para um filhote de pitbull e as garras recolhidas de um felino. Em resposta, juramos de morte outros seres humanos na internet, agressivos e zangados contra nossa própria natureza escondida. Este é o paradoxo: somos mais animais com a nossa própria raça do que com outras espécies. Vai entender...

Considero os animais melhores do que alguns seres humanos e desprezo os atos de crueldade que sou obrigado a ver nas Redes Sociais. Em antigas tradições, o sacrifício animal é parte de um ritual necessário para preservar a relação de respeito entre o animal e o homem. A carne é consumida de forma sagrada, um ato de entrega e bondade que visa prolongar a vida física de quem a consome e a energia espiritual do ser oferecido. Na sociedade moderna, seria demais pedir que um açougueiro fizesse uma prece silenciosa para cada peça de carne (o que é uma pena).

"John Lewis, diretor do FBI adjunto de contraterrorismo, disse que extremistas animal e ambiental têm reivindicado direitos de crédito para mais de 1.200 incidentes criminais desde 1990. O FBI tem 150 investigações em curso associados com os direitos dos animais ou eco-terroristas atividades, e os funcionários dizem que ATF abriram 58 investigações nos últimos seis anos relacionados à violência atribuída a Frente de Libertação Animal (ALF) e a Frente de Libertação da Terra (ELF). No mesmo período a violência de grupos como a Ku Klux Klan e anti-aborto extremistas têm diminuído, disse Lewis." - CNN, 2005 

A consciência é um bloqueio para as manifestações emocionais dos "Neo-Hippies". Mas você pode aprender a não se influenciar pelo processo de transferência radical que transforma animais selvagens em "pets" e cães e gatos em filhos adotivos: descubra "qual é a do bicho". 

Leia mais sobre a importante contribuição dos animais para pesquisa de doenças, associe-se a organizações sem discurso radical (elas existem), busque o equilíbrio correto pelos Direitos dos Animais. Educar seus filhos para que saibam que um leão sempre será um leão também é uma boa. Cuidado.

Mais do que nunca, o que todas as espécies precisam é de gente que use a cabeça. No final das contas, cuidar dos animais é para os seres racionais, não os radicais. Falou e disse, bicho.

Grizzly Man (2005)
Documentário sobre a vida e a morte de Timothy Treadwell, ecologista e pesquisador de ursos pardos. Por 13 verões consecutivos, Treadwell foi para o Alasca viver desarmado entre esses animais. Em outubro de 2003, os restos mortais de Treadwell e de sua namorada Amie Huguenard foram encontrados pelo amigo e piloto que deveriam trazê-los de volta. O casal fora devorado por um urso, o primeiro caso registrado de ataque no Parque Nacional e Reserva Katmai, na península do Alasca. Nos últimos cinco anos, Treadwell documentou sua viagem com uma câmera e produziu mais de cem horas de filme. Esse material foi utilizado por Herzog para explorar sua personalidade e levantar questões sobre a difícil relação entre homem e natureza. (fonte:De Zero a Dez Filmes)

  

AVISO: Os vídeos abaixo são de animais, comportando-se como animais. A natureza pode ser chocante para algumas pessoas mais sensíveis.






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