Escrito para o Cinema - No mundo de 2020 - O futuro que você não deseja em um clássico da ficção científica por Marcos H.

sexta-feira, setembro 30, 2011 Marcos H. de Oliveira 0 Comments

Talvez seja a idade ou a total falta de criatividade do cinema internacional no momento que me faça retornar aos bons e velhos "filmes com história" para compartilhar com vocês. E, confesso, sou fã da década de 70, fase mais criativa em todos os sentidos e gêneros. A década de 70 é um prato cheiro para quem curte bons livros, filmes, quadrinhos, música, etc. É também o berço das "Teorias da Conspiração", das guerras sem causa, dos hippies e a luta pela paz e o preconceito racial. Enfim, fica a dica: bateu um bloqueio criativo para escrever, vá para os anos 70 (como Hollywood está fazendo, aliás). 

Charlton Heston (1923-2008), uma espécie de Bruce Willis dos anos 70 (junto com Steve McQueen), protagonizou pelo menos três filmes que marcaram o gênero da ficção científica de conspiração: Planeta dos Macacos (1968), A Última Esperança da Terra (1971) e este, No Mundo de 2020 (1973). Todos são clássicos imperdíveis, que tiveram reboot, mas que você não pode deixar de ver no original. É no original que está a verdadeira história, lembre-se disso.

No Mundo de 2020 (do diretor Richard Fleischer), a comida acabou e os empregos também. Não existem mais livros e o ensino foi pro ralo. O Estado é quem "cuida" das pessoas, mas não de qualquer pessoa. Somente os ricos e privilegiados tem acesso a comidas raras (e caras) como carne, frutas e legumes. Para o restante, são distribuídos tabletes verdes fabricados a partir de algas,  o Soylent Green do título original. Quando um rico empresário é assassinado, o policial Robert Thorn (Heston) é chamado para investigar e aí...assista. E não estrague a surpresa de ninguém, contando o final, certo?

Pois é. Se você tem entre 15 e 25 anos, pode estar pensando "já vi este filme". E viu mesmo. Viu em Repo Men: O Resgate de Órgãos (Repo Men, 2010 com Jude Law) em Substitutos (Surrogates, 2009 com Bruce Willis) e Eu, Robô (I, Robot, 2004 com Will Smith), só para citar alguns. É mais um motivo para assistir.

Na verdade, pode-se dizer que No Mundo de 2020 é o "papai" de todos eles. Isso porque o autor do livro, Harry Harrison, é fã de Philip K. Dick, o escritor de ficção científica mais adaptado para o cinema de todos os tempos (veja na página do AGE no Facebook todos os filmes já produzidos).

Estamos em 2011, a Era da sustentabilidade, efeito estufa, trangênicos e "think green". Talvez por isso, assistir No Mundo de 2020 seja tão essencial, já que a ideia de cuidar do meio-ambiente nasceu nos anos 70. Também é uma ótima forma de amadurecer o seu "pensamento verde" e perder uma certa ingenuidade juvenil.

Sem grandes efeitos especiais, mas com uma história bem legal, No Mundo de 2020 pode surpreender você, além de fazer pensar (e muito) para onde estamos indo. Assista e depois venha me contar. Até a próxima.

O trailer original: uma sociedade em colapso

Impossível não associar o filme ao recente documentário de 2008, "O Mundo segundo a Monsanto" da diretora francesa Marie-Monique Robin Assista no anexo e tire suas próprias conclusões.

Fontes:


Não perca os extras deste artigo na fan page
do AGE no Facebook! Curta agora!

Sobre o Autor:
Marcos H. de Oliveira Marcos H. de Oliveira é redator freelance de publicidade e propaganda e consumidor voraz de livros, música, cinema e arte. http://twitter.com/agentescreve

0 comentários: