Morro - Quando o que está acima é igual ao que está abaixo?

segunda-feira, novembro 29, 2010 Marcos H. de Oliveira 0 Comments

"O que está em cima é como o que está embaixo. E o que está embaixo é como o que está em cima" - Hermes Trismegisto

Quando estamos com vontade de pensar além do plano superficial dos acontecimentos cotidianos, sem se deixar prender por idéias embrulhadas para presente, a Filosofia apresenta caminhos interessantes de reflexão. Esta velha e sábia senhora consegue, por exemplo, mostrar que cada um de nós contém partes não usadas de sentimentos, sensações e pontos de vista que só despertam em momentos de vigília ou tensão. Como assim?

O autor da frase acima nunca conheceu um morro, uma favela, um fuzil K-47 ou um tanque de guerra. Ele viveu lá pelo séc. I. E muitos de nós, gente moderna e “civilizada”, também não. Mas Hermes (que alguns diziam que era um Deus e não um homem) conhecia muito bem a natureza humana.

Natureza é uma palavra tão comum e ao mesmo tempo tão profunda que esquecemos de pensar que natureza quer dizer o que é natural de um organismo vivo, o que lhe é próprio como padrão de comportamento. Esperamos que o pássaro cante e o cão lata e não o contrário. Ao somar o “humano” é que a coisa complica porque...qual é a natureza humana, afinal?

Aquilo que não é humano é animal, ou seja, faz parte do instinto de sobrevivência como o leão que mata a zebra ou a galinha que cuida dos seus. Não existe conflito moral do Bem versus o Mal. O leão não é bipolar e a galinha não precisa de terapeuta. É tudo natural porque faz parte da natureza. O ser humano não tem essa sorte.

O que está em cima é como o que está embaixo é uma confirmação de igualdade universal e contradição social. É a dualidade. Somos todos humanos, isso é universal. Mas crescemos em realidades diferentes (social) que exigem consciência. Estar consciente é estar “acordado” para determinada realidade.

Hermes formulou alguns princípios para nos auxiliar chamados Leis Herméticas que podem te ajudar a entender o mundo bem mais que o Jornal Nacional. Em tempos de Guerra Civil (sim, isso mesmo que você leu e sem exagero) é legal saber que o seu pensamento e ponto de vista não é assim tão fácil de ser manipulado pela imagem de um ser humano atirando em outro ou de uma criança chorando. Com um pouco de prática, talvez você possa enxergar um leão atacando outro leão ou apenas duas zebras assustadas e conquistar um ponto de vista menos comum e mais universal onde o que está em jogo é a sobrevivência pura e simples.

Este artigo não contém respostas nem defende este ou aquele, é apenas um exercício (talvez até ingênuo) de pensamento compartilhado, de reflexão sobre quem está no Morro e quem está na planície. Não deixe de acessar os links abaixo e mandar seu comentário. Até a próxima.


 I – O princípio de Mentalismo
II – O princípio de Correspondência
III – O princípio de Vibração
IV – O princípio de Polaridade
V – O princípio de Ritmo
VI – O princípio de Causa e Efeito
VII – O princípio de Gênero 

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