O LADO BOM DA VIDA - TERAPIA PARA LOUCOS E LINDOS.

segunda-feira, junho 17, 2013 Marcos H. de Oliveira 1 Comments


"Dizes que a beleza não é nada? Imagina um hipopótamo com alma de anjo... Sim, ele poderá convencer os outros de sua angelitude - mas que trabalheira!" - Mario Quintana

Confesso que esse artigo demorou porque fiquei um tanto confuso quando terminei de assistir O Lado Bom da Vida (Silver Linings Playbook, 2012): Comédia trágica? Drama existencial? Dramédia? (morte para quem inventou essa palavra ridícula). O que esperar de um filme que teve seu roteiro reescrito vinte vezes em um período de cinco anos, várias mudanças de atores e um tema como o transtorno bipolar?


Faz um bom temo que indicação ao Oscar não é sinônimo de filme bom, é marketing de estúdio. Mas, O Lado Bom da Vida conta com De Niro, Bradley Cooper e, uau, Jennifer Lawrence! Atores do momento e a doença da "moda" (antes de me julgar insensível, leia este link ou o vídeo no final do artigo). Eu preciso ver isso, pensei. Mas...


O Lado Bom da Vida é um filme que se desenvolve relativamente fácil. Fácil demais. Parece que houve um certo cuidado em não deixar nada muito  tenso, muito pra baixo, mais acessível para adolescentes, por exemplo. Mas o que sempre me faz torcer o nariz (neste tipo de filme) é o formato hollywoodiano de "embelezar" a doença. Já vimos isso em Garota Interrompida (Girl, Interrupted, 1999) com Angelina Jolie e o recente Um Método Perigoso (A Dangerous Method, 2011) com . É claro que doença não escolhe beleza nem classe social (Catherine Zeta-Jones tem transtorno bipolar). Porém, é notória a fórmula de atores em ascensão escolherem personagens doentes ou pertubados para garantir um prêmio da Academia. Pegou mal, pelo menos pra mim.

A personagem de Lawrence (então, com 21 aninhos) é surtada de uma forma meio indefinida e mesmo com o talento de atriz, não é "aquela" interpretação para ganhar um Oscar. Não mesmo.

Pra não ficar aqui detonando este aspecto pouco relevante (que foi tratado como premissa e base do filme), vamos combinar que as doenças poderiam ser uma crise existencial qualquer para gerar o encontro e o  "romance" do filme. É nesse momento que O Lado Bom da Vida acerta em cheio. Aeee!!!


Seleção de elenco é (quase) tudo e quando dá certo...A química entre Cooper e Lawrence nunca é forçada (mesmo ele sendo quase 17 anos mais velho) e a presença de um Chris Tucker bem gordinho e mais velho, junto com ótimos coadjuvantes, garante um resultado bem legal de assistir (tem até uma surpresa perto do final).

Como eu não escrevo sobre o que não gosto, posso dizer que O Lado Bom da Vida é uma ótima indicação para quem deseja ver um romance que não seja de "mulherzinha" como alguns marmanjos gostam de rotular. É interessante, moderno e divertido até onde se permite. Mesmo assim, vou ler o livro. Até.


 

Ps.: Curiosidade para quem não viu. Bradley Cooper, nos tempos de estudante no Actors Studio, fazendo perguntas para Sean Penn, Spielberg e De Niro. Legal, né? 

1 comentários:

Pedro Pacheco disse...

De são e de louco todos temos um pouco. LOL.