UM MUNDO SEM GRAÇA - O CORRETO QUE MATOU A PIADA.

terça-feira, maio 29, 2012 Marcos H. de Oliveira 0 Comments

Se o que você esta fazendo for engraçado, não há necessidade de ser engraçado para fazê-lo. - Charles Chaplin
Acabou. Hoje só amanhã. Não tem mais marmelada? Não, meu Senhor. Depois de assistir ao emocional tributo de Selton Mello para o Mundo do Circo (O Palhaço, 2011, não perca), me veio a ideia de que rir na atualidade é um remédio que só está a venda na sua forma mais genérica e diluída do escracho e do mau gosto.

O que sobrou, afinal? Humor político de tiradas supostamente inteligentes, humor de praça com personagens esteriotipados e de duplo sentido, humor de "zorra" que engravata o riso em esquetes de dança coreografada. Nas redes sociais, mais e mais tirinhas que forçam o limite do bom gosto com desenhos toscos e piadinhas de sorriso amarelo. Quem irá nos salvar? Chapolin Colorado? Os últimos Trapalhões? Espero que não.

O Sr. Correto (que é extremamente político e bem posicionado nas rodas sociais) continua trabalhando duro para que você ficasse revoltado de verdade. Através de seus amigos da mídia em geral, o Sr. Correto mostrou animais sendo torturados, crianças em estado terminal, políticos corruptos, velhinhos espancados e todo um circo de horrores. Caramba, fica difícil rir assim.

Neste picadeiro, o pobre palhaço virou símbolo do ignorante enganado por políticos corruptos e o nariz vermelho, um sinal da cegueira social. A última piada mortal do Sr. Correto foi despir o palhaço da sua profissão original: fazer rir de forma inocente, ingênua. Palhaço agora é ativista social. E o Coringa pergunta: Por que tão sério?
Quando eu era pequeno, meus pais descobriram que eu tinha tendências masoquistas. Aí passaram a me bater todo dia, para ver se eu parava com aquilo. - Woody Allen
Não se trata de ser saudosista porque o saudosismo pode te levar para um lugar muito mais chato chamado melancolia. Mas, para quem cresceu com Tom e Jerry e suas eternas provocações, Os Três Patetas (com direito a dedos nos olhos e socos na cabeça), Jerry Lewis e seu desengonçado jeito com as mulheres, Monty Python, Groucho Marx, Mel Brooks, Woody Allen, Peter Sellers, Costinha, Golias, Mussun e outros Mestres, a forma de se fazer humor hoje é realmente uma piada. Uma piada ruim. Xico Sá que nos salve e Chico Anysio que nos proteja. 
Através do humor nós vemos no que parece racional, o irracional; no que parece importante, o insignificante. Ele também desperta o nosso sentido de sobrevivência e preserva a nossa saúde mental. - Charles Chaplin
Os exemplos abaixo talvez representem uma memória distante para quem se esqueceu que fazer rir é bem mais difícil do que fazer chorar. O humor inteligente nunca é ofensivo, pelo contrário: ele expõe o ridículo do preconceito no preconceito, da diferença social no social, o "rir de si mesmo" de Chaplin, Brooks e Allen. Hora de dar novas risadas com o "velho e bom humor", que tal?
 Deus abençoe a todos palhaços.
Que estrelam o mundo com o riso,
Que tocam as alturas com brincadeira de vôo,
Que fazem o mundo girar alegre em seu caminho.

Deus abençoe a todos palhaços.
Tão pobre seria o mundo,
Carente de seu toque picante, hilaridade,
Da barriga risonha risos, do toque encantador.

Deus abençoe a todos palhaços. 

Dar-lhes uma longa vida boa,
Faça seu caminho brilhante - Eles são uma raça à parte!
Alquimistas que na maioria das vezes, transformam a dor de seus corações, em uma brincadeira deslumbrante para elevar o coração.
 

Deus abençoe a todos palhaços.
(Eulogy - Stan Laurel, o "Magro" da dupla)





















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