PLANETA DOS MACACOS: A ORIGEM - UMA REFLEXÃO SOBRE A PERDA DA HUMANIDADE.

segunda-feira, novembro 28, 2011 Marcos H. de Oliveira 0 Comments


Então, tem filme pra esquecer e filme pra guardar. Eu assisti todas as versões adaptadas do livro do escritor francês Pierre Boulle (1912-1994) para O Planeta dos Macacos (La planète des singes, 1963). Boulle tem uma história pessoal fantástica (veja os links) e também é o autor de outro livro/filme de grande sucesso: A Ponte do Rio Kwai (1957). Mas, antes de falar do filme, você precisa aprender uma palavra nova chamada Distopia:

Distopia ou antiutopia é o pensamento, a filosofia ou o processo discursivo baseado numa ficção cujo valor representa a antítese da utopia ou promove a vivência em uma "utopia negativa". As distopias são geralmente caracterizadas pelo totalitarismo, autoritarismo, por opressivo controle da sociedade. Nelas, caem as cortinas, e a sociedade mostra-se corruptível; as normas criadas para o bem comum mostram-se flexíveis. A tecnologia é usada como ferramenta de controle, seja do Estado, seja de instituições ou mesmo de corporações. - Wikipédia

E tem mais:

A maioria das distopias tem alguma conexão com o nosso mundo, mas frequentemente se refere a um futuro imaginado ou a um mundo paralelo no qual a distopia foi engendrada pela ação ou falta de ação humana, por um mau comportamento ou por ignorância. A literatura distópica costuma apresentar pelo menos alguns dos seguintes traços:
1. Tem conteúdo moral, projetando o modo como os nossos dilemas morais presentes figurariam no futuro.
2. Oferecem crítica social e apresentam as simpatias políticas do autor.
3. Exploram a estupidez coletiva.
4. O poder é mantido por uma elite, mediante a somatização e consequente alívio de certas carências e privações do indivíduo.
5. Discurso pessimista, raramente "flertando" com a esperança. - Wikipédia de novo.

Bom, agora você tem a explicação para 99% dos filmes de ficção-científica que já assistiu. Mas, além do excelente trabalho do ator Andy Serkis (na pele virtual do chimpanzé Caesar) o que existe de diferente neste Planeta dos Macacos?


O ponto de vista. Planeta dos Macacos - A Origem é necessariamente longo para que você entenda o ponto a transformação de um ser ignorante para um ser pensante e sua "queda". Caesar é, inversamente, o personagem mais humano do filme. Ele aprende, dolorosamente, sobre a vida, a morte, o confinamento, o amor e o preconceito. E toma a decisão mais humana que um chimpanzé de laboratório poderia ter: se revolta e luta contra. Para quem conhece a história, Caesar é como o Buda que descobre os Males do Mundo.

É interessante assistir este filme, neste momento em que as pessoas ficam lotando seu status no Facebook com cenas de animais sendo maltratados para testar uma nova droga ou corante para esmalte. Trata-se de uma hipocrisia, já que quase tudo que o ser humano consome hoje passa por testes de laboratório com animais. O que os olhos não enxergam, o coração não sente e este "Admirável Mundo Novo" vai trilhando seu caminho morro abaixo. Mudar essa atitude é uma questão de consciência e não do compartilhamento das atrocidades que tudo mundo já conhece.

Planeta dos Macacos - A Origem é um filme de reflexão para que você descubra quem é o verdadeiro "animal" e perigo para o nosso planeta. Caesar não gostaria de estar na nossa pele, acredite.


A maravilhosa atuação de Andy Serkis
O Planeta dos Macacos (1968) - A maquiagem


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