ROMEU & JULIETA - O AMOR TRÁGICO DOS ETERNOS AMANTES DE SHAKESPEARE.

segunda-feira, setembro 05, 2011 Marcos H. de Oliveira 0 Comments


Se você é uma daquelas meninas que choram com a Trilogia Crepúsculo ou se emociona com Glee, a culpa (ou o mérito) é de William Shakespeare (1564-1616). Você vai achar engraçado mas considero Shakespeare (junto com Da Vinci), um daqueles seres humanos que levantam a suspeita de vida extraterrestre. É de uma genialidade tamanha, que parece não ser deste planeta. 

Romeu e Julieta dispensa apresentações por motivos óbvios. Apesar de um certo mistério sobre o momento em que foi escrita (veja os links), é legal notar que o autor estava entre os 35 e 40 anos e já havia escrito vários outros ensaios, poemas e peças teatrais. Escrever sobre o amor entre adolescentes nesta idade é mais uma prova da maturidade literária de Shakespeare. Você já reparou que por trás dos melhores livros para o público infanto-juvenil está um adulto ou velhinho muito talentoso? Pense nisso.

Shakespeare também curtia um "clássico" e foi beber sua inspiração em diversas fontes como a do poeta romano Ovídio (43 a.C. — Tomis, 17 ou 18 d.C.). Estou tentando mostrar que você até pode ter um dom para escrita, seja qual for a sua idade, mas não pode deixar de ler e estudar os grandes autores. Como Camilo Castelo Branco (1825-1890) que se inspirou em Romeu e Julieta para escrever Amor de Perdição (1862), livrinho obrigatório no vestibular e que muita gente torce o nariz para ler. Vamos resolver isso?

Se deseja ser um escritor, dramaturgo, ator, roteirista de cinema ou Tv, em resumo, se deseja ser moderno, você precisa ser clássico primeiro. Na verdade, isso vale para o aprimoramento em qualquer profissão. Em Romeu e Julieta, por exemplo, Shakespeare fala de um amor trágico, mas também da diferença entre classes sociais, feminismo, política, sexo e poder estatal. Sua obra como um todo, contém aquele elemento de criatividade presente em tantos outros autores geniais: fala dos conflitos humanos que são (e sempre serão) eternos.

Você encontra milhares de páginas sobre Shakespeare e suas obras na internet. Aqui, meu objetivo é apenas o de reforçar o objetivo da seção Bico de Pena: leia os clássicos. Não tenho nada contra os autores modernos, mas leia os clássicos. Melhor: leia os dois. Quem sabe, daqui um tempo, com esforço e talento, você não vira um deles? Comece agora. Até próxima.

Versão de 1968 do cineasta italiano Franco Zeffirelli: fiel ao livro.

Fontes:

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