Uma Palavra - Importante

sexta-feira, dezembro 31, 2010 Marcos H. de Oliveira 2 Comments

Como último artigo de 2010, eu pensei bastante em como presentear os leitores do AGE nestes quatro meses de boa companhia. Este blog só é possível pela leitura e envio de textos, portanto mantê-lo no ar é um desafio que se apresenta todos os dias. E você faz parte de tudo isso.

Escapar dos afazeres da vida moderna e das distrações da mente é um exercício tanto para o leitor quanto para os autores deste e de outros blogs. Concorrendo com tantos meios de comunicação (TV, MSN, Twitter, Redes Sociais), manter você, leitor, interessado na opinião de “estranhos” sobre livros, música e cinema é um privilégio. Você é importante.

Importante é uma palavra interessante. No mundo que vivenciamos tudo parece ser importante: nossos compromissos, nossas ausências, nossos bens materiais, aquilo que nos falta, enfim, tudo. O nada perdeu seu valor de espaço vazio (livre para ser preenchido) pelo “tudo é importante”.

Como já devem saber, gosto de brincar com termos e significados e fui buscar na economia e na filosofia, a real “importância” do importante. Importar é trazer de fora para dentro, algo que nos falta e consideramos necessário, quem sabe, para nossa sobrevivência.

O tempo, porém, fez com que nos tornássemos cada vez faltosos e agora desejamos sempre mais. Importante tornou-se aquilo que se tem ou deseja e não o que falta como necessário. Mas se tudo é tão importante, o que realmente importa?

Em tempos de virada de ano e de promessas de transformação pessoal (que passam por fazer dieta, melhorar a comunicação nos relacionamentos, sair ou voltar pra casa, trocar de emprego, pedir aumento, etc), descubra o que você realmente deseja “trazer para dentro”. Uma vez que algo foi importado para o “País Você” é bem difícil mandar de volta. O valor da troca de bens na economia está na qualidade dos produtos negociados. Em você, o valor está naquilo que torna-se relevante enquanto crescimento pessoal.

A mente costuma ser ótima para catalogar e separar cada coisa em seu lugar com certa eficiência mas, no quesito importação, é o coração quem faz o papel de “alfândega”. Mente e Coração trabalham juntos para mostrar a você o que é realmente importante. São eles que ensinam que para importar o que é bom, é preciso exportar o que tem valor. E que é sempre bom deixar um espaço vazio para entrada de novos bens.

Acredito que depois de tantas repetições propositais, você já entendeu. O meu "presente" é uma mensagem: Importe-se. E depois, exporte o seu melhor.

Gostaria de agradecer pelo seu tempo, pela sua importância e por se importar. No ano que vem, estaremos aqui, lendo, escrevendo, trazendo novidades desafiadoras e tentando ficar cada vez menos “estranhos” e mais próximos de você. Este é o nosso desejo. E para o AGE, isso é tudo que importa.

Boa sorte e prosperidade neste e em todos os anos que vem por aí.

Ps.: Agradeço publicamente aos autores e colaboradores deste período do AGE:

Guilherme Facchin Aranha
Marcelo Fornasa Zaniolo
Maryjane Aleluia Oliveira
Magda Melo
Mônica Miranda
Stephane Velasco
Thaniely Moraes
Toni Diniz

2 comentários:

Se nada é perfeito, é pra lá que eu quero ir. Se nada é perfeito, eu me dou boas-vindas ao nada.

Renata disse...

Para mim, esta também faz imenso sentido: "Somente com o coração podemos ver com clareza, o ESSENCIAL é invisível aos nossos olhos". Abraços. Renata Negrini Denadai.